Voltar


nota do editor

A CiÊncia e a Tecnologia sÂo centrais na vida do Homem.

Desde a sua apreensão empírica à sistematização de Galileu e à definição do método por Descartes, o Homem sempre fez Ciência. Desde a mais rudimentar ferramenta de pedra, o Homem sempre desenvolveu tecnologia.
O que seria hoje o Homem sem a roda? E sem o sem-fim, a aproximação a Pi, as rodas dentadas ou as alavancas de Arquimedes; sem os triângulos de Pitágoras e a evolução de Darwin; sem a conservação da matéria de Lavoisier ou a Tabela Periódica de Mendeliev; sem a relatividade de Einstein e a incerteza de Heisenberg ou sem a gravidade de Newton; sem a electrodinâmica de Feynman, o gato de Schrödinger, a constante de Plank ou os gases de Van der Waals e a termodinâmica de Boyle; sem o heliocentrismo de Copérnico e o movimento de Galileu; sem os antibióticos de Fleming, a esterilização de Pasteur e a vacina de Jenner; sem a ecologia de Haeckel ou sem a dureza de Mohs, a taxonomia de Lineu e o rádio de Curie; sem a electricidade de Edison e o telefone de Bell; sem a prensa de Guttenberg e o trabalho de Watt; sem o microscópio de Van Leeuwenhoek e a célula de Hooke; sem as teorias de crescimento de Malthus ou a mão invisível de Adam Smith; sem a psicanálise de Freud, a criança de Montessori, o positivismo de Comte ou a dialética de Marx e o Estado regulador de Keynes?... O que seríamos sem o contributo ímpar, e muitas vezes praticamente anónimo, de milhões de investigadores? - gigantes a cujas cavalitas estes e muitos outros ilustres Homens, subiram para ver mais longe!
O que seria o Homem se não tivesse dominado o fogo, controlado o vento nas velas e asas, manipulado a natureza ao seu redor para se alimentar e sedentarizar, inventado o rádio, a televisão e os computadores, chegado ao “domínio dos deuses” combatendo as doenças e a fome, criando novas formas de estruturas sociais e económicas, desenvolvendo formas de colaboração?
O que seria hoje o Homem sem tudo o que descobriu, revelou ou inventou? E, no entanto... Está quase tudo por saber...
Temos uma esperança média de vida tão grande, mas tão pequena, tanta fome e injustiça, tantas crises económicas e sociais, desavenças e guerras, tudo isto a uma escala nunca antes sentida, verdadeiramente global; tanta distância para percorrer e a incessante noção de que por mais que andemos, há sempre... mais meio caminho para percorrer, para atingir cada objectivo!
Mas um pequeno passo foi dado, nos últimos anos, em Portugal. Hoje não se pergunta «para que é que isso serve?!» - fala-se em saldo positivo na “balança tecnológica” e enchemo nos de orgulho. Não se pergunta «como é que se vende?» - investiga-se, procura-se, trabalha-se em Ciência e, se depois mais alguém “pegar nisso” e o transformar em algo vendável, tanto melhor, mas esse não é o fim último da Ciência, e sabêmo-lo! Não se hesita a pensar «será que funciona?» - testa-se, motivam-se equipas, tenta-se - às vezes sem sucesso - mas tenta se! E isto acontece da Física à Biologia, da Química à Geologia, da Linguística à Informática, passando pelas Ciências Sociais e Humanas, pelas Ciências Económicas e pela Matemática, enfim, por todas as áreas do saber; hoje trabalha se em Portugal de uma forma que há alguns anos seria impensável. Com as mesmas pessoas, ainda longe de uma organização ideal, mas com motivação, com empenho, com qualidade.
A inovação passou a fazer parte do quotiano português. Absorvemos as novas tecnologias e potenciamo-las de forma ímpar para quem tem uma evolução tão recente nesta área. A interdisciplinaridade e a partilha de resultados, que ainda há uns anos eram vistas como extravagâncias, são hoje realidades em todos os centros de procura do Conhecimento, desde as salas de aula às empresas, dos centros de investigação aos institutos públicos. No fundo Portugal é hoje um pouco como a Terra de Galileu. Está parado... e no entanto, move-se!
Há ainda muito por fazer mas temos evoluído. Muito! Esperamos que este trabalho ajude a descobrir o que se faz e onde se faz, a encontrar o parceiro certo para o novo projecto, a fomentar ideias com base no que se pode ler no interior. Este é o nosso modesto contributo nos últimos 9 anos, e é também mais um importante contributo que dão os centros de investigação e empresas, que divulgam o que fazem, apostando neste trabalho.

markelink@markelink.com



Imprimir Enviar página para... Adicionar aos favoritos Fazer deste site a sua home page

produzido por mel design - gabinete de design markelink, lda   .   todos os direitos reservados   .   faça-se notar!
Voltar