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INSTITUTO GEOGRÁFICO PORTUGUÊS (IGP)
DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE INVESTIGAÇÃO e Gestão da Informação Geográfica (DSIGIG)

Rua Artilharia Um, 107
1099-052 Lisboa, Portugal
T. +351 21 381 96 00 | F. +351 21 381 96 99
e-mail: igeo@igeo.pt | http://www.igeo.pt


Atribuições:
- Coordenar o desenvolvimento do SNIG, através do planeamento, desenvolvimento e coordenação de actividades de   concepção, organização, elaboração, exploração e actualização de serviços e dados a integrar no Sistema;
- Assegurar a integração no SNIG de um serviço de catálogo de dados geográficos, incluindo os relativos ao Registo Nacional   de Cartografia;
- Suportar o desenvolvimento do SNIG através da promoção e realização de investigação e desenvolvimento nos domínios   das metodologias e das tecnologias de produção e exploração de informação geográfica, criação de novos serviços e   produtos de informação geográfica e descoberta de novas áreas de exploração e utilização de informação geográfica;
- Colaborar com outras instituições em projectos de ensino e investigação;
- Contribuir para a elaboração, difusão e implementação de normas técnicas referentes às áreas da sua competência;
- Coordenar, no âmbito das suas competências, a actividade das participações em grupos de trabalho e concretizar os   compromissos por essa via assumidos.

Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG)
O Decreto-Lei n.º 180/2009, de 7 de Agosto, procede à revisão do Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG), transpondo para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2007/2/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de Março, que estabelece uma Infra-Estrutura de Informação Geográfica na Comunidade Europeia (INSPIRE), fixa as normas gerais para a constituição de infra-estruturas de informação geográfica em Portugal, e cria o Registo Nacional de Dados Geográficos (RNDG), integrado no SNIG.

O referido diploma atribui ao Instituto Geográfico Português (IGP) as responsabilidades de coordenação do SNIG, da criação e manutenção do Registo Nacional de Dados Geográficos, de monitorização dos trabalhos de aplicação da directiva INSPIRE em Portugal.

Para optimizar as condições tecnológicas e procedimentais necessárias à assunção eficiente destes compromissos, O IGP promoveu a actualização do geoportal do SNIG (http://snig.igeo.pt), encontrando-se em fase de instalação uma nova versão da sua base lógica, que representará mais um passo significativo na implementação das funcionalidades nucleares do sistema, nomeadamente:

1. Serviço de Catálogo de Metadados de Conjuntos de Dados, Aplicações e Serviços.
Conforme referido na apresentação do actual geoportal do SNIG, esta funcionalidade permitirá também optimizar a relação custos / benefícios na produção de Informação Geográfica, uma vez a que novos investimentos na produção de informação geográfica poderão ser antecedidos de uma consulta aos produtos existentes na plataforma, evitando a redundância. Para que este desiderato seja conseguido, é necessário que as entidades SNIG promovam a publicação dos seus Metadados de Informação Geográfica (MIG).
Este serviço inclui um editor externo, o MIG Editor 2, disponível em http://sourceforge.net/projects/migeditor/.
A disponibilização pública e gratuita desta ferramenta tem por objectivos: harmonizar a produção e publicação de Metadados a nível nacional; possibilitar a interoperabilidade entre os vários catálogos, nacionais e internacionais; e promover a participação de outras entidades no desenvolvimento e na adaptação da ferramenta a aplicações específicas, razão pela qual o código da aplicação foi igualmente tornado público.



2. Outros serviços de Rede, nomeadamente serviços de visualização; serviços de descarregamento (download); Serviços de transformação de conjuntos de dados geográficos tendo em vista garantir a interoperabilidade; e Serviços de acesso a aplicações de Informação Geográfica.
Serão explorados, como “caso de estudo”, conjuntos de dados e serviços do IGP e de uma das entidades SNIG. Nesta vertente, prevê-se igualmente a produção de novos Serviços (e.g., Atlas de portugal online; Cartografia de Ocupação / Uso do Solo - COS2007; Corine Land Cover 2006 - CLC2006). Será dada uma particular atenção à modernização do serviço m@pas online, assente em Software Open Source (http://mapas.igeo.pt/).

3. Espaço de interacção na Comunidade Geográfica, envolvendo informação sobre a directiva INSPIRE, projectos I&D no domínio das ciências de informação geográfica, e um espaço de opinião e debate, o Fórum SNIG.De forma a promover a coordenação e desenvolvimento do SNIG e, por inerência, o acompanhamento dos trabalhos de implementação da directiva INSPIRE em Portugal, para os quais o IGP é o ponto focal nacional coordenador, é fundamental consolidar a Rede SNIG, que deve integrar todas as entidades sujeitas aos compromissos de Portugal para com a directiva INSPIRE.

O desenvolvimento do SNIG exige o estabelecimento de uma estrutura de coordenação, envolvendo produtores e utilizadores, contemplando também um nível de monitorização dos trabalhos de implementação da referida directiva no nosso País. A monitorização deverá basear-se num conjunto de indicadores calculados a partir dos dados recolhidos junto das instituições públicas. Os resultados da monitorização e os relatórios devem ser fornecidos à Comissão e tornados públicos através da Internet ou de outros meios de telecomunicação apropriados.
O Instituto Geográfico Português, como ponto de contacto nacional para a directiva INSPIRE, é a instituição responsável por fornecer esta informação à Comissão Europeia. Para o efeito, o IGP está a preparar a concepção e implementação de uma estrutura de suporte à monitorização e reporte da aplicação da directiva INSPIRE.
No diagrama seguinte estão esquematizados os processos lógicos de funcionamento do SNIG.

INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
A promoção da investigação no âmbito das ciências e tecnologias de informação geográfica é uma das missões do Instituto Geográfico Português (IGP). As actividades de investigação e desenvolvimento (I&D) do IGP decorrem essencialmente numa das suas unidades orgânicas nucleares, a Direcção de Serviços de Investigação e Gestão da Informação Geográfica (DSIGIG) sendo monitorizadas pelo Conselho Científico, tal como previsto nos estatutos do IGP.
São três os principais eixos em que se enquadram as actividades de I&D do instituto: o desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias de produção e exploração de informação geográfica, a criação de novos serviços e produtos de informação geográfica e a descoberta de novas áreas de exploração e utilização de informação geográfica. O desenvolvimento de investigação nestas três vertentes reveste-se de particular importância para o cumprimento da missão do IGP enquanto autoridade nacional de cartografia e organismo responsável pela coordenação e desenvolvimento do Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG).
Podem identificar-se diferentes áreas de investigação em ciências e tecnologias de informação geográfica no âmbito das quais têm vindo a ser desenvolvidos projectos e iniciativas de I&D no IGP. As áreas de investigação presentemente exploradas incidem sobre: detecção remota e processamento digital de imagens de satélite, modelação geográfica, cognição espacial, inteligência colectiva e infra-estruturas de dados espaciais.
A investigação é maioritariamente desenvolvida no âmbito de projectos de investigação financiados por instituições como a Comissão Europeia (CE), Agência Espacial Europeia (ESA), Agência Europeia do Ambiente (EEA), Agência de Inovação (AdI) e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e em estreita articulação com Universidades, Laboratórios e outros pólos de investigação de âmbito nacional e internacional, promovendo-se assim o debate científico interinstitucional.
No âmbito das suas actividades, os investigadores do IGP têm também investido na organização de cursos de formação e de encontros científicos nacionais e internacionais onde se contam: o Advanced Training Course on Land Remote Sensing, realizado em Lisboa, 2 a 7 de Setembro, 2007, organizado em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação (ISEGI) da Universidade Nova de Lisboa (UNL); o 13th EC GI & GIS Workshop, INSPIRE Time: ESDI for the Environment realizado no Porto de 4 a 6 de Julho 2007, organizado em colaboração com o Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia (CE); o Workshop “Caracterização do coberto florestal com imagens de satélite”, realizado em Lisboa em 31 de Outubro, 2006; o 7th International Symposium on Spatial Accuracy Assessment in Natural Resources and Environmental Sciences (Accuracy 2006), realizado em Lisboa de 5 a 7 de Julho, 2006, em colaboração com o ISEGI da UNL, e ainda diversas sessões sobre a iniciativa INSPIRE e a Infra-estrutura Nacional de Informação Geográfica.
A representação institucional em comités, organizações e associações internacionais e nacionais relacionadas com ciências e tecnologias de informação geográfica, é outra das vertentes em que os investigadores do IGP se têm envolvido. São exemplos as representações internacionais na EIONET National Reference Centre on Land Use and Spatial Information (NRC-LUSI) da Agência Europeia do Ambiente (EEA); na EARSeL – European Association of Remote Sensing Laboratories; no Grupo de peritos da iniciativa INSPIRE da Comissão Europeia; no Comité de Arquitectura e Dados do Group on Earth Observation (GEO); no In-situ Observation Working Group do programa Global Monitoring for Environment and Security (GMES). A nível nacional podem referir-se a participação no Sistema Nacional de Inventário de Emissões por Fontes e Remoção por Sumidouros de Poluentes Atmosféricos (SNIERPA), ou na Rede de Troca de Informação sobre Dados Ambientais da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
As actividades de I&D do IGP têm vindo a ser reconhecidas através de convites para palestras, coordenação de sessões em conferências e participação em painéis de avaliação de propostas de I&D. O IGP promove também a formação de jovens investigadores, através do acolhimento de estudantes finais de licenciatura, mestrado e doutoramento para a realização de dissertações e teses.


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